Enquanto Brasil registra 57% de aleitamento materno exclusivo entre bebês de até seis meses acompanhados pelo SUS, Hospital Maternidade Alto Maracanã ultrapassa o índice de 80% de mães que mantêm a amamentação no peito até os seis meses
O Brasil chegou a 57% de aleitamento materno exclusivo entre bebês de zero a seis meses acompanhados pela Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. O dado, divulgado pelo Ministério da Saúde durante o Agosto Dourado, coloca em evidência a importância das ações de incentivo, proteção e apoio à amamentação desde a gestação e os primeiros momentos de vida do bebê.
No Hospital Maternidade Alto Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, o cenário apresenta um resultado ainda mais expressivo: mais de 85% das mães mantêm a amamentação no peito até os seis meses, segundo indicador acompanhado pela instituição. O desempenho representa um importante diferencial para uma maternidade que tem entre seus pilares o incentivo ao aleitamento materno e as práticas de cuidado humanizado.
A comparação chama atenção: o índice registrado no Alto Maracanã é 23 pontos percentuais superior ao indicador nacional de 57% divulgado pelo Ministério da Saúde.
Por conta dessa eficiência, Maternidade Alto Maracanã é um dos únicos com o título de HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA concedido pelo Ministério da Saúde e Unicef.
O Ministério da Saúde destaca que a recomendação é que a amamentação seja iniciada na primeira hora de vida e mantida até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses. A orientação também está alinhada às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Alto Maracanã, esse processo começa ainda durante a permanência da mãe e do bebê na maternidade. A orientação às mulheres, o apoio para a pega adequada, o estímulo ao contato entre mãe e filho e o suporte diante das dificuldades iniciais fazem parte de uma estratégia que busca transformar a amamentação em uma experiência possível e segura para a família.
Esse cuidado é particularmente importante porque os primeiros dias podem ser decisivos para a continuidade do aleitamento. Dificuldades na pega, insegurança da mãe, dor, percepção de baixa produção de leite e falta de orientação estão entre os fatores que podem levar à interrupção precoce da amamentação.
Por isso, mais do que recomendar que a mulher amamente, o trabalho de uma maternidade é oferecer condições para que ela consiga fazê-lo, numa consultoria das enfermeiras, gerentes assistenciais, assistentes sociais e demais profissionais.
O índice nacional de 57% divulgado pelo Ministério da Saúde refere-se aos bebês de até seis meses acompanhados pelas equipes da Atenção Primária do SUS. Em 2026, o levantamento parcial disponível até agosto aponta 59%. Desde o início da série histórica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), em 2015, os maiores índices anuais haviam sido registrados em 2024 e 2025, ambos com 57%.
A meta estabelecida pela OMS para 2030 é alcançar pelo menos 60% de aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de seis meses.
Nesse contexto, o resultado acima de 80% acompanhado pelo Hospital Maternidade Alto Maracanã reforça a importância de iniciativas que começam dentro da maternidade e precisam continuar depois que a mãe e o bebê retornam para casa.
A amamentação não termina na porta do hospital. Ela depende de informação, acompanhamento, rede de apoio e segurança para que a mãe consiga enfrentar os desafios das primeiras semanas e meses.
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba é uma entidade filantrópica centenária, fundada em 1852, que se consolidou como uma das principais referências em assistência à saúde no Paraná. Com base em valores de solidariedade, humanização e compromisso social, a instituição atua de forma integrada na promoção do cuidado à vida, aliando tradição e inovação em serviços hospitalares, ensino e pesquisa.
Ao longo de sua trajetória, a Irmandade deixou de ser apenas um hospital assistencial para se tornar um complexo de saúde estruturado, com forte atuação no Sistema Único de Saúde (SUS) e também no atendimento particular e conveniado.
Sua atuação se destaca especialmente pela gestão e operação de múltiplas unidades hospitalares e serviços de saúde em diferentes regiões do estado, garantindo acesso qualificado e descentralizado à população. A instituição administra hospitais, maternidades, unidades especializadas e estruturas de apoio, operando com governança profissionalizada, composta por conselhos, diretorias e comitês que asseguram transparência e eficiência na aplicação de recursos. A unidade materno-hospitalar Alto Maracanã é uma das três atuações da Irmandade em Colombo.
Além disso, promove integração entre equipes multidisciplinares, investimento em tecnologia e melhoria contínua dos processos assistenciais, consolidando-se como uma organização estratégica na rede de saúde paranaense e um modelo de gestão hospitalar com foco em qualidade, sustentabilidade e atendimento humanizado.
