HPV: o que é e como se proteger

HPV é a sigla pela qual se conhece o vírus do papiloma humano. Mas que vírus é esse? O que ele causa?

É comum que ele não traga nenhum sintoma, pois as defesas do corpo conseguem eliminá-lo antes disso. Porém, há situações em que o vírus consegue sobreviver. Daí, aparecem verrugas genitais, que podem causar dores e coceiras. Isso leva de 6 meses a 2 anos para acontecer, e pode atingir tanto homens quanto mulheres. Existe ainda o risco de se ter um câncer.

Qual a frequência?

Das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), o HPV é a mais comum no mundo. Segundo estimativas, ele já atingiu de 25 a 50% das mulheres e 50% dos homens. Mas a maioria dessas pessoas não teve nenhum sintoma.

E no Brasil? Um hospital em Porto Alegre, em parceria com o Ministério da Saúde, fez uma pesquisa com 8.626 pessoas de 16 a 25 anos. Conclusão: 53,6% estavam infectados com o vírus, sendo 54,6% das mulheres e 51,8% dos homens.

Em geral, a infecção aparece dos 15 aos 19 anos, após o início da atividade sexual. Mas estudos provam que pode acontecer em qualquer idade.

O tratamento

Caso o sistema de defesa não consiga eliminar o HPV, não existe um remédio específico para combater o vírus. O que se pode fazer é tratar as lesões que podem vir com as verrugas e acompanhar o paciente para evitar câncer. Há algumas pomadas que podem aliviar os incômodos.

Risco de câncer

A frequência maior das lesões genitais é um grande problema, mas o que mais se teme é que venha um câncer. O principal tipo causado pelo HPV é o câncer de colo do útero (cervical). Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o vírus é responsável por 70% dos casos dessa variação.

Como prevenir

Usar camisinha ajuda bastante, evitando de 70 a 80% das infecções. Mas só ela não basta, pois o vírus pode se instalar em áreas genitais que o preservativo não cobre. A principal medida de prevenção é a vacina. Têm direito a ela as pessoas de 9 a 26 anos, pelo SUS, e de 9 a 45, na rede privada.

Informe-se, previna-se. Isso salva vidas!

Fonte de referência: Veja Saúde

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